domingo, 21 de outubro de 2012

Mal de Alzheimer segundo a visão Holística


O mal de Alzheimer é uma doença que leva o nome do
neurologista alemão Alois Alzheimer, que viveu no século XIX.
Manifesta-se por volta dos cinqüenta anos de idade como uma
demência caracterizada por uma deterioração profunda e maciça da
inteligência, associada a uma desorientação temporal e espacial. Daniel
G. Amem, neurologista e psiquiatra americano autor do livro
Transforme seu cérebro, transforme sua vida, concluiu através de seus
estudos de radiografia do cérebro que esses pacientes têm perfusão
(passagem de líquido - inclusive sangue - através de um órgão)
diminuída nos lobos temporais e uma atividade diminuída nos lobos
parietais, algumas vezes encontradas nesses cérebros, de três a seis
anos antes do surgimento dos sintomas. Também garante que pode ser
difícil distinguir se trata-se do mal de Alzheimer ou de uma depressão,
pois os sintomas são muito semelhantes.
Pela medicina convencional essa doença ainda é considerada
incurável, embora existam remédios específicos que conseguem
estabilizar, por algum tempo, o funcionamento das partes afetadas do
cérebro.
A medicina chinesa e os estudos psicológicos de correlação das
doenças com os padrões mentais do ser humano mostram que o mal de
Alzheimer ocorre com pessoas que teimaram a vida inteira em não
aceitar a vida como ela é. Na verdade sempre procuraram controlar os
acontecimentos ou os pensamentos dos outros à sua maneira, mas,
quando contrariados, acabaram gerando para si mesmas frustração e
raiva. Todos sabemos o quanto é difícil alguém se contrapor ao livrearbítrio
de uma pessoa, seja através de crítica seja de sugestões.
Por isso, a única saída para aqueles que resistem em mudar seu
modo de ver a vida é começar a esquecê-la, o que vai revelar o outro
extremo de seu ego controlador e indefeso. Essas pessoas perdem,
inconscientemente, a esperança de transformar o ambiente em que
vivem e partem para um estado de demência a fim de relaxar.
Aos familiares e amigos de idosos com esse mal aconselho
conversarem com eles normalmente, mostrando-lhes novas maneiras de
perceber os acontecimentos. Procurem contar-lhes casos engraçados e
suaves para estimular seu bom humor. Devem falar-lhes sobre o perdão
e a alegria de viver, pois eles precisam aprender a libertar para alcançar
a sua própria liberdade. Entenda que enquanto a consciência foge dos
processos da vida pelos estranhos caminhos da amnésia, da demência,
das drogas ou do sono, o inconsciente do ser humano permanece
intacto e ativo em seu ritmo instintivo de emoções e de necessidades
fisiológicas e biológicas.
Procure entendê-lo tratando-o com amor e paciência, mesmo que
ele se mostre violento e esquecido, pois esse comportamento é típico de
sua obstinada resistência em não querer ajuda. Ele sabe,
inconscientemente, que essa ajuda, certamente, vai curá-lo, o que o
obrigaria a ter de dar o braço a torcer contra a sua vontade.
Querido leitor, para combater esse orgulho cego só existe um
caminho: ame-o sinceramente e compreenda que o mal de Alzheimer foi
a única forma encontrada para a sua sobrevivência, uma vez que suas
crenças errôneas estão profundamente enraizadas em sua mente.
Converse com seu subconsciente como se estivesse conversando com
uma pessoa normal, o que, na realidade, ele é, apenas carrega medos
maiores que sua vontade.
Portanto, ignore as aparências e ame a sua essência. Se todos os
familiares tratarem-no com muito amor, não como a um doente, mas
como a uma pessoa saudável, ele perceberá em sua própria alma que
vale a pena lembrar de seus entes queridos.
Cuidado com o que você pensa a respeito dele, pois o
inconsciente coletivo tem muito mais força de transmissão do que o
verbo. Não duvide daquilo que ainda você não tem total conhecimento,
as coisas não são exatamente como vemos com os olhos físicos. Seu
pensamento é uma arma poderosa, portanto, para ajudar alguém só
será possível fazê-lo através do amor verdadeiro em seus pensamentos,
suas palavras e suas atitudes. Faça-o captar o seu amor por todos os
poros e aprenda que idade não impede ninguém de progredir e construir
sonhos para o futuro. O futuro pode ser tão longo quanto se acreditar.
E oportuno destacar que o índice populacional de idosos ativos com
mais de cem anos de idade cresce a cada ano em todo o mundo,
principalmente em países orientais. Você que tem um familiar, amigo ou
conhecido portador do mal de Alzheimer, precisa acreditar, de coração,
que vale a pena colaborar para que ele se recupere e transforme sua
vida para melhor.
O perdão, o desapego e o amor sem imposições são as
ferramentas ideais para se reconstruir uma vida. Assim, permita que
seu consciente experimente a liberdade de soltar sem medo e sem
culpas seus familiares e você verá o quanto seu comportamento anterior
limitava o desenvolvimento das pessoas ao seu redor e a sua própria
liberdade para evoluir.
Linguagem Corporal

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