quarta-feira, 2 de março de 2011

1) Reiki é sucesso absoluto em hospital de Brasilia

A Mestra Associada Maria Tereza Cunha, de Brasília, é uma das líderes do Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV), o qual desenvolve um projeto de atendimento no principal hospital do Distrito Federal, o Hospital de Base. O atendimento com Reiki se expandiu pelo hospital e hoje “Reiki é uma realidade na neurocirurgia, no ambulatório da dor e cuidados paliativos, na cardiologia, no núcleo de fisioterapia, na pediatria, na cirurgia pediátrica, na girurgia geral, amplamento aceito e acolhido por funcionários, pacientes, acompanhantes” especialmente pela “diretoria, que conta com autorização da Secretaria de Saúde”. Além do atendimento com Reiki, o SAV organiza festas para os pacientes, celebrando datas como Dia das Mães, dá assistência a pacientes financeiramente carentes e a sua famílias, entre outras atividades, e conta com 120 voluntários reikianos. Estamos treinando novos terapeutas, afirma a Mestra Maria Tereza, de forma que este serviço possa se expandir mais e mais por todo o hospital. O Hospital de Base de Brasília é um dos mais elogiados da América Latina. E-mail: contato@savbrasilia.com, telefone 61-3325 4601.
2) Expandir o trabalho em hospitais é a nossa meta
Para o filiado que em qualquer parte do Território Brasileiro e deseja acessar algum hospital em sua cidade para o trabalho voluntário com Reiki, envie para a Associação o nome do hospital, o nome do (a) diretor (a) ou de outra pessoa para a Associação intermediar.
3) As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde Humana no Hospital Distrital Gonzaga Mota, Fortaleza, Ceará    (*) Por Francisco Osório Costa Júnior
A publicação da Portaria nº 971 de 03 de maio de 2006 que define a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, configura-se marco decisivo do processo de institucionalização destas abordagens no SUS, passando a ser a referência para a estruturação das PIC no sistema de saúde brasileiro. Com base nesta portaria, o Hospital Distrital Gonzaga Mota do José Walter se antecipou aos demais hospitais da Prefeitura de Fortaleza e criou um setor de práticas integrativas e complementares. O setor funciona há quase um ano no ambulatório de fisioterapia em caráter provisório na gestão do Diretor Geral Dr. Helly Pinheiro Ellery que se comprometeu, em breve, inaugurar um setor definitivo de Práticas Integrativas e Complementares para atender a todos os usuários do SUS.Dentro das práticas integrativas e complementares desenvolvidas no hospital destacam-se: o Reiki, Shiatsu, Reflexologia, Massoterapia e Magnified Healing. O ambulatório funciona de segunda à sexta-feira a partir das 17 horas no Setor de Fisioterapia e Terapias Complementares, sempre com horário marcado. São três profissionais formados pelo Espaço Ekobé em parceria com a Aneps, Cirandas da Vida, UECE e Associação dos Mestres e Terapeutas Reiki do Distrito Federal. O público alvo é usuários e profissionais do próprio hospital que procuram o setor em busca de tratamento. As principais queixas são: dores de coluna, tensão muscular, estresse, depressão, insônias, fobias, transtornos psiquiátricos, ansiedade, angustias etc.Quando o paciente chega ao setor, ele passa por uma anamnese onde são preenchidos os dados em uma ficha padronizada. A partir daí, o terapeuta escolhe a técnica apropriada para aquele paciente e a quantidade de sessões por semana. Muitos pacientes retornam ao tratamento por acharem melhoras no seu quadro clínico e por se sentirem acolhidos pelos terapeutas que os vêem como um todo. Mesmo assim, nós, terapeutas holísticos, sentimos certas dificuldades por parte de outros profissionais que, por não conhecerem as terapias complementares, não enviam pacientes para o setor. Espero que em breve essa barreira sobre as terapias complementares caia e prevaleça o bom censo. (*) Francisco Osório Costa Júnior é Chefe do Setor de Fisioterapia e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde Humana do Hospital Gonzaga Mota
4) Espaço Ekobé encurta a distância entre a ciência e a sociedade  
(*) Por  Vera Dantas
O Espaço Ekobé, que em tupi guarani significa vida, foi estruturado durante a 57ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em julho de 2005, em parceria com a UECE e a Secretaria Municipal de Saúde, onde estudantes, pesquisadores, cientistas, professores, enfim, a comunidade acadêmica pôde conviver com movimentos e práticas de Educação Popular e Saúde, buscando novas perspectivas que possibilitassem a superação da distância entre Ciência e Sociedade. Desde então, os movimentos e práticas populares de saúde de Fortaleza e região metropolitana, gerem coletivamente o espaço Ekobé, viabilizando um processo formativo protagonizado por eles e destinado às comunidades acadêmicas, serviços de saúde, bem como aos próprios movimentos. Desse modo, o cirandeiro realiza a transposição metafórica que produz um novo dizer, em meio ao tensionamento vivido no espaço instituído de produção de conhecimento, que é a academia e, ainda, ousa elaborar novas práticas de extensão sob a perspectiva popular.  Com base nessa transposição metafórica com arte, ousamos provocar um diálogo com a ideia que Boaventura Santos nomeia de ecologia de saberes na intenção de influir sobre a produção de conhecimento e a inclusão das dimensões sonegadas em saúde. A ecologia de saberes é, segundo o autor, uma forma de extensão ao contrário, ou seja, de fora para dentro da universidade, e consiste na possibilidade de promover diálogos entre o saber produzido na universidade e o que ele denomina como “saberes leigos, populares, tradicionais, urbanos, camponeses, provindos de culturas não ocidentais (indígenas, de origem africana, oriental, etc.) que circulam na sociedade” (SANTOS, 2005, p.56).Com a ideia de ecologia de saberes, o autor (IDEM, 2005) também produz a crítica ao que denomina de falta de confiança epistemológica na ciência produzida na universidade. Pode-se dizer que o que está acontecendo, em diversos lugares da luta popular por saúde, inclui também essa busca de uma reorientação solidária da relação universidade-sociedade? Estariam os atores do Espaço Ekobé, ao propor a extensão comunitária, protagonizando de certo modo uma espécie de ecologia dos saberes?  Os atores dos movimentos que fazem a ANEPS, ancorados nas farinhadas culturais realizadas nos espaços de atuação comunitária dos movimentos, onde se levantavam as necessidades e potencialidades desses movimentos, foram propondo ações no Espaço Ekobé, em campos como a cultura, o cuidado em saúde e a formação. Essas ações, iniciadas com o protagonismo desses atores e atrizes populares, desencadearam movimentos de aproximação com os conteúdos temáticos de algumas disciplinas integrantes dos cursos da área da saúde na graduação e pós-graduação, bem como com os processos de educação permanente desenvolvidos nos serviços de saúde, no sistema municipal de saúde escola de Fortaleza e movimentos populares.
Criou-se pois um espaço de encontro em que esses diversos atores passaram a enxergar as possibilidades de uma práxis compartilhada que pudesse fortalecer a todos os partícipes e destacar o saber popular, tantas vezes negligenciado.As práticas integrativas e complementares de cuidado existentes no contexto dos movimentos populares de Fortaleza representam a principal singularidade da atuação do Espaço Ekobé, que mantém desde 2006, no campus da UECE, um calendário de práticas como massoterapia, reiki, reflexologia, rezas, entre outras, como ação militante desses movimentos e que estão disponibilizadas a estudantes, trabalhadores e pessoas das comunidades.  Por outro lado, esses atores dos movimentos populares ocupam o espaço Ekobé, referenciando-se como facilitadores de processos formativos, inclusive nos cursos de graduação e pós-graduação e, também, em agendas políticas que lidam com ações de educação permanente em saúde, realizando uma espécie de extensão comunitária, como dissemos. Assim é que “foram vários os percursos formativos que se estruturaram a partir dessa interface da educação popular como norteadora das propostas pedagógicas e do protagonismo dos movimentos sociais que fazem a ANEPS, em Fortaleza, e a consideram um devir”. (DANTAS, 2008).
No ano de 2007, foram realizados 14 processos formativos, facilitados predominantemente por atores populares e que envolveram aproximadamente 350 participantes, entre os quais podemos citar: residentes e preceptores de Medicina de família e comunidade, estudantes da graduação da UECE e UNIFOR dos cursos de Enfermagem, Psicologia, Fisioterapia, Filosofia, trabalhadores da rede básica de saúde e de hospitais municipais, entre outros. Esse percurso nos faz refletir sobre os possíveis do diálogo entre o popular e o acadêmico nesse sentido nomeado por Santos de ecologia de saberes, entendido também como complementaridade, percepção do inacabamento, que é também capaz despertar de potências. A consciência das incompletudes desses vários atores, ao lado do reconhecimento dos atores e atrizes populares como educadores, parece-nos funcionar como uma espécie de força motriz capaz de promover ação solidária entre educadores e educandos. Um desses percursos, onde particularmente estivemos envolvidas, diz respeito à formação de cuidadores com a terapia reiki.  Originária do Japão, inclui- se nas chamadas terapias energéticas (BARROS & TESSER, 2008), cuja base conceitual vincula-se, segundo Luz (2005), ao “paradigma vitalista”, onde noções como energia, sopro, corpo energético, desequilíbrios individuais, forças naturais e ’sobrenaturais’ têm papel importante, integrando natureza e homem numa perspectiva de macro e microuniverso, de forma a considerar a doença como ruptura de um equilíbrio interno (no microuniverso) e relacional.Este paradigma configura o que Luz (2005) denomina sistemas complexos, como a medicina tradicional chinesa e a medicina ayurvédica, onde a percepção gerada pela experiência com o sofrimento impulsiona à necessidade de alguns outros conceitos para compreensão do processo saúde-doença, como a intuição, a energia vital, o holismo, entre outros, impondo-se a necessidade de repensar a prática dentro de um “novo” espaço ético. Ao mesmo tempo, os procedimentos utilizados em práticas como a do reiki contribuem para a harmonização e estímulo do potencial de reequilíbrio do ser, tendo como categoria central a saúde e não a doença, o que possibilita maior interação e compreensão das situações de crise vivenciadas pelas pessoas e apoio para as mudanças e aprendizados advindos dessa experiência do adoecimento, contribuindo assim para a “desmedicalização” e promoção da saúde.
A terapia reiki baseia-se na harmonização de canais energéticos denominados chakras, por onde circula a energia vital que nutre órgãos e sistemas situados ao longo da coluna vertebral, mediante a imposição das mãos. O processo formativo constituiu-se de momentos que acontecem, por um lado, a discussão teórico-conceitual sobre o tema e, por outro, um momento ritualístico característico das chamadas medicinas tradicionais, em que o mestre realiza a iniciação.

5) TERAPIA REIKI NAS ENFERMARIAS DO HOSPITAL DISTRITAL GONZAGA MOTA – JOSÉ WALTER: UMA REALIDADE NO SUS
Por Francisco Osório Costa Júnior - Ceará
Equilibrar a energia vital do corpo através dos chakras trabalhando a mente, a emoção e a essência de cada pessoa. Essa é a idéia do Reiki, terapia complementar oferecida pelo Hospital Distrital Gonzaga Mota – José Walter da Prefeitura Municipal de Fortaleza. Todos os dias de segunda à sexta-feira á partir das 17 horas, dois terapeutas atendem aos pacientes que buscam solucionar seus problemas de saúde, tanto físicos quanto emocionais, sem a utilização de remédios. O serviço é gratuito e existe a um ano na unidade. A terapia Reiki consiste na retirada dos bloqueios existentes no corpo para que a energia corporal seja distribuída normalmente. Com isso, há o equilíbrio energético. Os impedimentos são causados por vários fatores, desde problemas físicos a emocionais. O tratamento é feito por meio do toque das mãos nos chakras (canais de comunicação do corpo com o universo), fazendo com que o sistema endócrino secrete hormônios para relaxamento dos órgãos e sistemas, trazendo sensação de bem-estar aos pacientes. “O Reiki é uma terapia holística. Ela trabalha o pensamento, as emoções, as atitudes, entre outras coisas. Isso tudo reflete no corpo”. Para realizar a terapia, não é necessário receber encaminhamento médico, psicológico ou psiquiátrico. Basta ir direto ao setor de fisioterapia e marcar um horário. Nas primeiras consultas, os terapeutas procuram escutar as queixas relativas à saúde dos pacientes, identificando quais os chakras que estão em desarmonia para iniciar o tratamento. “Muitos reclamam de dores na coluna ou na cabeça. Porém, o motivo pode estar co-relacionado a outros fatores da vida do usuário, como estresse, ansiedade, tristeza e preocupações. À primeira vista, não parece lógico, mas muitas vezes são as causas dos problemas”. Para a realização da sessão, a sala de atendimento é climatizada, tem um som ambiente com músicas relaxantes, incensos e o paciente fica deitado na maca. “Essa posição permite uma melhor distribuição da energia porque todos os pontos ficam alinhados”. A partir daí iniciamos o tratamento. Também desenvolvemos nosso trabalho nas enfermarias. Primeiramente abordamos o paciente que necessita de energização e harmonização, explicamos um pouco o que é a energia Reiki e caso ele aceite, aplicamos a terapia no próprio leito.


                                                                           

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